Hoje tive a oportunidade de participar do Primeiro Fórum BNI Sul do Brasil, realizado em Curitiba. Entrei para o BNI no início de 2025 e, desde então, tenho aprendido muito sobre sua metodologia — especialmente o conceito Givers Gain (“Quem dá, ganha”) — e sobre como conexões genuínas podem transformar a forma de fazer negócios. Desde o meu ingresso, venho aplicando esses princípios no dia a dia, buscando ser um membro ativo.
O interessante é que percebi que essa filosofia conversa muito com valores que eu já carregava antes mesmo de entrar para o BNI. Por isso, quero registrar aqui minhas reflexões e principais anotações desse evento que reuniu mais de 500 empresários, que buscam o protagonismo em seus segmentos.
Além de conhecer novos negócios e trocar ideias valiosas, tive a chance de assistir a palestras inspiradoras. A primeira foi com Sidônia Faustino e Luiz Brito, empresários portugueses que trouxeram o BNI para o Brasil. Uma frase marcante que eles disseram e compartilho aqui foi:
“Não é a porta que nos define, mas o que fazemos depois de atravessá-la.”
No contexto, “a porta” representava o BNI como canal estratégico para as empresas, mas essa reflexão vai muito além: é sobre aproveitar oportunidades e agir de forma consistente após cruzar um novo limiar.
Em seguida, assisti à palestra de Leonardo Marcondes, que utilizou sua própria história de superação como pano de fundo. Ele contou como alcançou o sonho de ser jogador profissional de vôlei, mesmo com 1,83m (altura considerada baixa para o esporte) e após passar por três cirurgias antes dos 18 anos. Duas de suas frases me marcaram profundamente:
“Uma das equações importantes da fórmula do sucesso é Tempo x Intensidade. Existem pessoas que têm 50 anos e viveram esses anos com intensidade nível 2 = 2×50 = 100. Existem outras que têm 20 anos e vivem com intensidade nível 10 = 20×10 = 200. Qual é o nível de intensidade que você aplica nas áreas da sua vida?”
Leonardo também compartilhou que, após conquistar sucesso financeiro, deixou a arrogância interferir em suas decisões, o que o levou a perder tudo. Hoje, reerguido, dedica-se a ajudar outros empresários a evitar os mesmos erros, e deixou a pérola, que nos lembra de sempre ser humildes:
“Tudo o que você não tem está por trás de algo que você ainda não aprendeu. Tudo o que você não aprendeu está por trás de algo que você não conhece. Tudo que você não conhece está por trás de uma conexão que você ainda não fez.”
Outra palestra marcante foi a de Jonas Dalcomuni, que compartilhou sua jornada inspiradora: de borracheiro a empresário de sucesso. Ele revelou que, nos momentos mais desafiadores da vida empresarial, olha para sua própria mão como um lembrete poderoso. Para ele, a face interna da mão representa o nosso interior, enquanto o dorso simboliza o nosso lado social. Já cada dedo guarda um significado:
Polegar: Força de vontade
Indicador: Conhecimento
Médio: Planejamento
Anelar: Comprometimento
Mínimo: Resiliência
Segundo Jonas, a combinação desses elementos é capaz de impulsionar qualquer pessoa na direção de seus sonhos. Quando fechamos os dedos e trazemos esses valores para dentro de nós, criamos algo extremamente poderoso — e a metodologia funciona. Ele também compartilhou a frase que mudou sua vida, sem saber ao certo se a leu, ouviu ou sonhou:
“Eu vim de uma família pobre, mas uma família rica virá de mim.”
Sem dúvida, um pensamento profundo e inspirador.
Por fim, participei da palestra de Marcelo Germano, empresário com mais de cinco negócios, incluindo uma fábrica de software como a Marjô. Após a apresentação, ele gentilmente conversou comigo e deixou outra frase que vale ouro:
“A grande empresa é a pequena empresa que fez a coisa certa, pois o extraordinário é fazer o ordinário bem-feito, todos os dias.”
Marcelo destacou a importância do planejamento, da definição de metas, do uso de indicadores visuais (seja um sistema tecnológico ou um simples papel na parede) e da disciplina de alinhar diariamente a equipe para agir com base nesses indicadores.
Participar do Primeiro Fórum BNI Sul do Brasil foi mais do que um evento de networking: foi um mergulho em insights que unem propósito, estratégia e ação. Saí com a certeza de que o verdadeiro crescimento — pessoal e profissional — acontece quando unimos intensidade, aprendizado contínuo e conexões significativas. Mais do que abrir portas, é sobre atravessá-las e construir, dia após dia, o caminho que queremos trilhar.


